quarta-feira, 2 de abril de 2008

DE VERGONHA, ME ESCONDA

O rubor ante a diferença é fato. Diferença esta que buscamos a todo custo num shopping apinhado.


- Milk-shake de ovomaltine 700 ml.

- Chapeuzinho xadrez das passarelas de São Paulo.

- Roupinha descolada na liquidação da Renner.

- Colar de semente do hippie do terminal.


Gana tamanha que gera apenas indiferença ao nosso ensimesmado redor. Pois por mais que você ouse, dificilmente terá qualquer coragem de ultrapassar a linha onde a diferença faz diferença e te torna extraordinário. Dostoievski estava certo. Medo e culpa consomem essa forma amenizada frente ao rótulo normal. E esta procura te molda, plágio incansável. Síndrome de Warhol.


Continue, caro vidro de palmito. E não pense. Apenas isso.

Se esconda nesse sanatório de muitos andares.


Retrocesso.


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Cenas do próximo capítulo: COR DE BURRO QUANDO FOGE

3 comentários:

Personagem Fictício disse...

Querem tanto ser de outro saco...
Que adianta!
Jamais deixarão de ser farinhas.

Assopraaaaaa!

Fênix, que nada... disse...

.

tens fotos na internet?
usas corretamente o gerundio?
ficas sem dinheiro por volto do dia 20?

também somos farinha...

.

Nano Pacheco disse...

... viajei um pouco eu confesso!!!

SIGAM-ME OS BONS!