1. Não comprar mais livros.
2. Não usar a internet depois das 22h.
3. Ler depois das 22h.
4. Dormir cedo, acordar cedo.
5. Comer bem.
6. Andar mais de bicicleta, sempre que possível.
7. Falar o que me aflige, parar de remoer.
8. Me exercitar.
9. Assistir mais filmes nos finais de semana.
10. Trabalhar bastante!
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
MULHER DESENHADA NO QUADRO
Gostaria de não ter quadros brancos com que se escrevesse em canetas pilot brochadas e sem tinta, ou nem onde se desenhasse mulheres histéricas cantarolantes de olhos vermelhos para nunca eternizados, ficarem manchados de branco no fundo do quadro branco em uma nota espiral digital tão grave quanto sem nexo.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
SUCO DE LARANJA
Um copo de suco sobre a mesa. Suco de laranja. O copo metade vazio abandonado na pressa cotidiana. Pago, bem pago. Mas dispensado. R$ 2. Deixado de lado sobre a mesa. Quatro laranjas espremidas. Todas carregando a dificuldade de sobreviver ao cancro cítrico. E ao transporte rural. E à opção da feira. E à xepa. Para acabar esbagaçada no espremedor do boteco da esquina. De qualquer esquina. E com mais três parentes formar refrescantes 300 ml de suco prontos a satisfazer a sede do primeiro cliente encalorado que aparecer. O cliente pede. O balconista espreme. O cliente paga. Bebe meio copo. E se vai. E o resto do suco pro ralo da pia. Água e detergente e esgoto kármico. Desprezando o trabalho do agricultor, do caminhoneiro, do feirante e do balconista em meras moedas atiradas no balcão e uma corrida apressada para alcançar o último ônibus da noite. Estou suco de laranja. Preferia ser ovo frito.
terça-feira, 26 de abril de 2011
sábado, 12 de março de 2011
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
DESASSOSSEGO
to meio down hoje
queria sair pra beber
encher a cara
até vomitar
e sentir a cara amortecida
mas não tem isso aqui
não tem onde fazer isso
aqui
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
SEDE
Me lembro quando instalaram o bebedouro elétrico na escola. Me lembro bem. Sim, um bebedouro elétrico, desses de aço inox que gelam a água. Colocaram perto das torneiras no canto do pátio coberto. Fiquei estupefato que a escola pudesse bancar um daqueles. Eu e outros tantos. Mas eu era muito pequenininho para fazer qualquer avaliação econômica, tão pequenininho que nem alcançava o negocinho que sai água. Nem eu, nem outros tantos. E por isso construíram um patamar de concreto que serviria de degrau aos mais baixotes. Formavam-se filas para usá-lo. Ninguém mais dava bola pras torneiras ultrapassadas, ninguém mais queria tomar água na conchinha da mão. Coitadas, serviram um bom tempo, mas nesses tempos do politicamente-correto, quem vai deixar as crianças tomando água da torneira? “É só pra lavar a mão”, taxava a inspetora. Minha mãe ainda silabava. “Não pode encostar a boca no negocinho que sai água porque dá boqueira”. Deus meu, o que é boqueira? Um tipo de fungo? Até hoje tenho medo de pegar isso. Credo! Mas meu maior medo mesmo era pegar boqueira e ficarem me zoando, falando que peguei sapinho beijando por aí! Beijar? Mas nunca, morria de vergonha disso. Queria era brincar, só. Já me bastava. Pra que essas melecações de novela? Nem gostava de novela! Só da Tieta. Mas as outras não. Muito chatas. Isso tudo faz tempo. (suspiro). Acordei com vontade de beber água no bebedouro da escola.
(Texto publicado no site Cooperativa de Letras em 04/02/2011)
domingo, 6 de fevereiro de 2011
REVOLVIDA
Por que
você bate no portão
sem camisa - sem noção -
com pretextos de ver a menina?
Atrapalha minha cerveja
meu domingo calmo,
de família,
pra te fazer sala.
Fico preocupada.
Você pra lá e pra cá com a criança,
falando merda,
na loucura que te fez vir aqui
de bicicleta...
Se toca.
Vaza.
Se boicota.
Me esquece.
Desfalece.
E me deixa.
Foi difícil
mas te esqueci,
você esteve aqui no meu peito
apunhalado por muitos meses
mais de ano
me danando
e enchendo a vida de vazios,
lacunas, lapsos de memória
tijolos assentados de ressentimento.
Sei que não é culpa sua,
não somente sua.
Me levei,
me deixei levar.
Foda-se,
você passou e eu fiquei
retornei à tona.
Ainda levo umas pauladas
às vezes,
mas já não é por ti,
é pelo resto de lama que me deixei afundar.
Vai melhorar,
vou passar.
E você não nunca vai mais fazer falta por aqui.
Então vai.
E para de me perturbar.
você bate no portão
sem camisa - sem noção -
com pretextos de ver a menina?
Atrapalha minha cerveja
meu domingo calmo,
de família,
pra te fazer sala.
Fico preocupada.
Você pra lá e pra cá com a criança,
falando merda,
na loucura que te fez vir aqui
de bicicleta...
Se toca.
Vaza.
Se boicota.
Me esquece.
Desfalece.
E me deixa.
Foi difícil
mas te esqueci,
você esteve aqui no meu peito
apunhalado por muitos meses
mais de ano
me danando
e enchendo a vida de vazios,
lacunas, lapsos de memória
tijolos assentados de ressentimento.
Sei que não é culpa sua,
não somente sua.
Me levei,
me deixei levar.
Foda-se,
você passou e eu fiquei
retornei à tona.
Ainda levo umas pauladas
às vezes,
mas já não é por ti,
é pelo resto de lama que me deixei afundar.
Vai melhorar,
vou passar.
E você não nunca vai mais fazer falta por aqui.
Então vai.
E para de me perturbar.
domingo, 23 de janeiro de 2011
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